
AMILLIA TAYLOR
Idade: 21 semana, 6
dias Peso:
280g Tamanho: 24 cm |
Bebê mais prematuro do mundo
recebe alta e vai para casa
21/02/2007 - De
France Presse
Amillia Taylor, o bebê mais
prematuro do mundo, nascida com 21 semanas e seis dias de gestação,
deixou nesta quarta-feira o hospital em Miami (sudeste) onde estava
internada há quatro meses na UTI. Amillia deveria ter deixado ontem,
terça-feira, o Baptist Children's Hospital de Miami, onde esteve
internada na UTI neonatal desde o nascimento, em 24 de outubro passado.
Porém, os médicos a mantiveram por mais um dia como prevenção.
O bebê está "saudável e cheio de vida" e "suficientemente bem para que
seus pais cuidem em casa", de acordo com nota do hospital. "Estamos
encantados", disse a mãe da neném, Sonja Taylor, ao deixar a clínica,
enquanto o pai, Eddie, garantiu já ter em casa todos os recursos para
cuidar da menina. "Tudo isso já está pronto", afirmou. O bebê, que ficou
no ventre de sua mãe por pouco mais de cinco meses, está agora com 1,8
kg, mas pesava apenas 280 gramas e media 24 centímetros, sendo um pouco
maior do que uma caneta esferográfica.
Amillia é a sobrevivente mais prematura já registrada no mundo. Ainda
não se conhece qualquer caso de um bebê nascido antes das 23 semanas de
gestação que tenha resistido, de acordo com a Universidade de Iowa, que
tem um registro sobre bebês prematuros. Ela veio ao mundo por cesariana
depois que as tentativas de atrasar o parto prematuro fracassaram. Ao
nascer, ela respirava sem ajuda e até fez algumas tentativas de chorar.
Segundo a Associação Americana de Pediatras, bebês nascidos com menos de
23 semanas e 400 gramas não são considerados viáveis. "Talvez tenhamos
de reconsiderar nossos padrões de viabilidade à luz do caso de Amillia",
disse William Smalling, neonatologista do Baptist Children's Hospital,
considerando ainda assim que é uma situação "excepcional".
"Não queremos que as pessoas pensem que estamos estabelecendo uma nova
tendência", frisou Paul Fassbach, outro especialista em neonatal do
mesmo hospital. "Com o passar dos anos, a tecnologia que temos à
disposição para salvar estes bebês prematuros melhorou imensamente.
Hoje, podemos salvar bebês que não sobreviveriam 10 anos atrás", afirmou
Smalling.
|